1. Nota introdutória
2. Um pouco de História
3. População
4. Ensino
5. Igrejas e Ermidas
6. Impérios do divino Espírito Santo
7. Fortes
7.1 Forte do Negrito
7.2 Forte Grande
8. Museus
9. Aspectos Culturais
10. Colectividades
11. Tourada à Corda
12. Pesca Artesanal
13. Agricultura / Lavoura
14. Caça à Baleia
15. Turismo e Lazer
16. O que fazer em São Mateus
17. Síntese

1. Nota introdutória

São Mateus da Calheta é uma freguesia rural e piscatória que dista cerca de 4 km da cidade de Angra do Heroísmo, classificada pela UNESCO como património mundial em 1983. É limitada a sul pela orla marítima, a Norte pela freguesia da Terra Chã, a Este pela de São Pedro e a Oeste pela de São Bartolomeu dos Regatos.

Estende-se por uma área de 6,29 km quadrados e ocupa cerca de 4,5 km da zona litoral sul da ilha. É de superfície plana, com um clima aprazível, e relativamente pequena (a segunda mais pequena do concelho), mas tem um densidade populacional significativa comparada com as restantes freguesias do concelho.

São Mateus faz parte dos principais itinerários turísticos do concelho de Angra, pois tem grandes potencialidades! Por se situar junto ao mar oferece excelentes zonas balneares, como é o caso do Negrito, mas muito há para se ver, desde uma imponente igreja paroquial, cujo Orago é São Mateus, diversas ermidas, dois impérios, vários fortes, museus, campo de jogos e clube de ténis, filarmónica local, Junta de freguesia, Casa do Povo, cafés e snack-bares, lojas de comércio, gelataria, casas senhoriais de encantar e o tão célebre porto, que é o maior porto de pesca artesanal da ilha e traduz a essência de São Mateus, pois esta é por excelência uma freguesia piscatória.

Para além disso, São Mateus possui restaurantes de primeira, com deliciosos pratos de peixe e marisco, como a Adega de São Mateus ou o Beira-Mar (entre outros), e todas as acessibilidades necessárias (correio, farmácia, banco, multibanco, fotógrafo, paragens de autocarro, etc.)

Por isso, venha conhecer esta freguesia! Pode instalar-se comodamente numa casa de turismo rural, na Pousada da Juventude ou se preferir numa simples hospedaria.

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2. Um pouco de História

É anterior ao ano de 1560 a sua elevação a freguesia, antes curato de Santa Bárbara. Por essa altura não contaria com mais de 30 a 40 habitantes.

Em princípio, e segundo tese do Tenente-Coronel José Agostinho, São Mateus estaria apenas compreendida entre as Canadas da Cruz Dourada e Capitão-Mor, com a Igreja ao Centro.

No lugar hoje chamado Igreja Velha, estão as ruínas dessa igreja paroquial que seria já a segunda, tendo a primeira sido destruída por ciclone.

O mesmo veio a acontecer à segunda a 28 de Agosto de 1893, devido ao terrível ciclone que demoliu 14 casas e arruinou 12.

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3. População

A população tem vindo a aumentar de censo para censo, conta com um total de cerca de 4.000 habitantes nesta freguesia.

Os problemas de desemprego são algo preocupantes, existindo também alguns problemas de exclusão social, uma vez que cerca de 13% da população está reformada ou inválida.

A pesca e a pecuária, profissões tradicionais, têm baixado a sua representatividade e as dificuldades económicas de um passado não muito distante levaram os habitantes desta freguesia (assim como as demais) à emigração no século XVIII e XIX para os Estados Unidos da América e no século XX para o Canadá.

O sector de actividade que se tem mantido mais ou menos constante é o da construção civil, sendo esta freguesia por tradição constituída não só de bons pescadores, mas também de bons pedreiros.

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4. Ensino

Outro problema que tem sido claramente ultrapassado é o analfabetismo, fruto de um trabalho muito persistente ao nível da escolarização de adultos.

A freguesia de são Mateus dispõe de uma Creche e Jardim-de-infância e duas escolas de ensino básico.

Cerca de 20% da população de São Mateus são estudantes que se distribuem pelos vários graus de ensino, incluindo o ensino superior.

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5. Igrejas e Ermidas

O elevado número de ermidas, dispersas por toda a freguesia, atesta bem a religiosidade das nossas gentes.

As ermidas de Nossa Senhora da Candelária, São Tomás da Vila Nova, Nossa Senhora das Mercês, Santo António dos Milagres, S. João Baptista, S. Diogo e S. Vicente, esta última edificada em 1721, fica situada na canada com o mesmo nome, são particulares e situam-se na sua maioria, nas quintas senhorias que se dispõem ao longo da estrada regional.

As Ermidas de São Francisco das Almas e Nossa Sr.ª da Luz pertencem à Diocese. Estão actualmente abertas ao culto e servem respectivamente as populações Norte e Este da freguesia.

Quando a igrejas propriamente ditas, é possível encontrar a Igreja Velha e a Paroquial. A primeira encontra-se em ruínas e situa-se junto ao mar, a Oeste do principal aglomerado populacional, entre o Terreiro e o Negrito. Foi igreja paroquial até á abertura ao culto da actual igreja (1911).

Esta igreja tem a particularidade de ainda manter sobre a sua porta principal um relógio de sol. Era esta a primeira igreja que as naus da Índia salvavam ao passar em direcção à baía de Angra.

A actual Igreja Paroquial tem por Orago São Mateus, trata-se de um templo grandioso e imponente, construído pelo povo desta freguesia com sete altares, considerado na altura da sua construção de dimensões desproporcionadas e ostensivas para a freguesia.

A bênção da primeira pedra data de 21 de Setembro de 1895.

A abertura ao culto aconteceu 16 anos mais tarde 4 de Junho de 1911.

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6. Impérios do Divino Espírito Santo

O Império do Cantinho, sito no Caminho do Meio, ergue-se desde 1860. O do Terreiro mostra no frontispício o ano de 1873, tratando-se no entanto, apenas da implantação dos imóveis em alvenaria remontando mais atrás a criação das suas irmandades.

Associados a esses Impérios do Divino estão as tradicionais festividades do bodo – Festas em honra do Divino Espírito Santo, que se realizam todos os anos na primeira semana de Junho com uma componente religiosa, onde se destaca as coroações; e outra profana principalmente com as festas de terreiro e as touradas.

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7. Fortes

A costa baixa, muito próxima de Angra, favorecia o acesso dos piratas que saqueavam as igrejas e roubavam o sustento das populações. É por isso que tantos fortes foram mandados construir por Ciprião de Figueiredo, nos finais do Século XVI.

Encontramos em maior número os Fortes, que são pequenas construções, de uma só frente de embate virada para o mar, sedeadas num ponto estratégico a defender uma baía, praia ou porto, ou ainda numa zona da costa mais baixa e de fácil acesso à ilha. Têm uma dupla finalidade, ou seja, a de desmobilizar ou barrar o caminho ao inimigo e também a de proporcionar o refúgio da população e seus haveres em caso de ataques ou invasões.

Desde os primórdios da ocupação açoriana, nunca foi possível definir uma política adequada de defesa até sensivelmente 1560 a 1570, quando se avança com um plano de fortificação nas ilhas Terceira, Flores e São Miguel.

Na Terceira, o referido projecto alarga-se na década de 80 desse mesmo século com a iniciativa de Ciprião de Figueiredo, no entanto, alguns fortes já tinham sido erguidos. O principal motivo deste alargamento foi a necessidade da população erguer uma barreira ao invasor espanhol, que por aquela altura tentava conquistar a ilha.

Assim, por toda a ilha se ergueram fortes nas zonas estratégicas de ataque acima mencionadas (portos, baías, praias, costa baixa), tendo existido ao todo em São Mateus cerca de 8 fortes, são eles:

- Forte da Maré;
- Forte da Má Ferramenta;
- Forte Grande;
- Forte do Biscoitinho;
- Forte do Terreiro;
- Forte do Barreiro;
- Forte da Igreja;
- Forte do Negrito.

A maioria dos referidos fortes estão em completa ruína, outros ainda deixam vestígios de ruínas, como o Forte da Má Ferramenta, situado na zona do Bravio, e o Forte do Biscoitinho, situado na zona com o mesmo nome. Infelizmente, apenas 2 restam em completa construção e bom estado de conservação, merecendo serem visitados.

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7.1 Forte do Negrito

Situado na estrada litoral e a cerca de 5775 m a Oeste da cidade de Angra do Heroísmo, este forte fica desviado da estrada corrente cerca de 56 m à esquerda de quem faz o percurso Angra / Biscoitos.

Tem cerca de 5 canhoneiras que defendiam a enseada que fica a Leste do forte (zona Balnear do Negrito) e a muralha é de aproximadamente 11 m de extensão, cortada ao nível das canhoneiras. Dentro do Forte encontram-se duas casas de pequena dimensão. Construído por volta de 1560, este forte incorpora o plano do engenheiro Thomaz Benedito. Destinava-se a defender a parte Sul da costa da ilha, a Oeste da cidade de Angra, juntamente com os fortes da mesma linha, cruzando fogos entre si.

Por ser de boas cantarias e por ter servido de habitação durante longos anos a tripulantes de canoas baleeiras, as muralhas do forte estão bem conservadas e as casas estão ainda em bom estado. O muro do caminho que vira para o mar está em estado mais ruinoso, mas ainda existe.

Actualmente, pode ser visitado e incorpora um pequeno museu: o Núcleo Museológico do Negrito. Este conta a história da caça à baleia na freguesia e na ilha. Junto ao forte ainda existem ruínas da antiga fábrica da baleia e alguns caldeirões Recuperados e expostos no referido local. O forte está sob a tutela da Junta de Freguesia de São Mateus da Calheta e o referido museu sob a tutela do Museu de Angra do Heroísmo.

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7.2 Forte Grande

Situa-se igualmente na estrada litoral e dista cerca de 4338 m da cidade de Angra do Heroísmo, em plena costa da freguesia de São Mateus. É igualmente composto por 5 canhoneiras. Quatro pequenas casas fazem parte deste forte. Após ter dado entrada no forte encontrará à sua esquerda um escada de pedra que leva a um pequeno terraço que tem vista sob a freguesia e o mar.

Este forte foi construído por volta de 1581 sob o plano de defesa do engenheiro Thomaz Benedito por Ciprião de Figueiredo. Destinado a defender os pontos acessíveis daquela zona da costa, principalmente a Calheta que se tornou num porto de pesca muito importante para a ilha, combinando fogos com os fortes que lhe ficavam próximos, e também servia para defender a baía do Fanal, combinando fogos com o forte de São Diogo situado no Monte Brasil.

Apesar da sua pouca altura sobre o nível do mar, e dos mares tempestuosos que batem, este forte permanece em bom estado de conservação, pois foi construído com boas cantarias e sobre rocha firme, apresentando raros indícios de ruínas. Em tempos foi habitado por um veterano e a sua família e também por pessoas carenciadas, pois era o maior forte existente em zonas rurais e junto ao casario. Também aqui se passou cinema ao ar livre e aqui foi a sede da Junta de Freguesia de São Mateus. Quando esta se deslocou para as suas novas instalações, o forte abrigou um centro etnográfico servindo então de sede ao grupo folclórico “Modas da Nossa Terra”. Assim se justifica o bom estado de conservação deste forte. Hoje em dia abriga a sede da Gê-Questa, Associação de Defesa do Ambiente dos Açores, que se tem preocupado em mantê-lo bem conservado. Já procedeu a obras de manutenção do mesmo, para uso próprio, mas com o cuidado de não o descaracterizar.

Esta Associação está responsável, em parceria com outras entidades, pela gestão e manutenção dos Percursos Pedestres da ilha e certamente terão todo o gosto em agendar uma caminhada consigo. Para saber mais sobre a Gê-Questa aceda ao site www.gequesta.no.sapo.pt, o forte pode ser visitado de segunda a sexta-feira entre as 9h00 e as 17h00 horas.

É de salientar as preocupações da Junta de Freguesia com os fortes da mesma, os quais são um motivo de orgulho. A Junta de Freguesia de São Mateus demonstra uma grande capacidade em conservar o seu património histórico e cultural, e podemos notar essa preocupação devido à construção de placas identificadoras em que constam a data de construção, a guarnição, uma planta do século XIX e o nome do forte. As referidas placas encontram-se junto à entrada de cada forte.

Aproveite a oportunidade e venha ver um ao vivo! Venha espreitar através das canhoneiras e apreciar o imenso mar que encanta qualquer um.

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8. Museus

Em São Mateus o que não falta é cultura. A visitar:

- Núcleo Museológico do Mar – incorporado no Forte Grande de São Mateus;
- A Casa dos Botes Baleeiros – junto ao porto de pesca da freguesia;
- Núcleo Museológico do Negrito – incorporado no Forte do Negrito.

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9. Aspectos Culturais

Ao longo do ano as marchas populares nas Festas do Concelho – Sanjoaninas – e as danças e bailinhos de Carnaval são sem dúvida dois marcos importantes na vivência cultural das freguesias da nossa ilha. A nossa freguesia prima pela plena adesão a estes eventos.

No Carnaval, raros são os anos em que não organizam aqui dois ou mais bailinhos.

No tocante as populares cantigas de improviso, apesar de actualmente elas não terem muita expressão nos Mateusenses, não é possível esquecer que aqui nasceram alguns dos improvisadores que fizeram história. São os casos de João de Sousa Lima (O Bagatela), José Raimundo da Costa (O Raimundo), e Maria Angelina Sousa (A Trulu), principalmente esta última que foi considerada uma das mais talentosas improvisadoras do seu tempo.

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10. Colectividades

Como em quase todas as restantes freguesias da ilha, a Casa do Povo constitui-se como um pólo dinamizador no âmbito sócio-cultural. Na sua dependência funciona a filarmónica da freguesia, fundada a 21 de Setembro de 1994, contando actualmente com cerca de 30 músicos de ambos os sexos, muitos deles oriundos da escola música local.

No aspecto desportivo, ao longo dos tempos, vários foram os grupos desportivos que se destacaram por estas bandas, destacando-se entre eles o Estrela Vermelha e os Lobos do Mar.

Em plena actividade existe o Atlético Futebol Clube, o Porto Futebol Clube e o Grupo Desportivo Salão, a disputar as provas do INATEL, tendo os primeiros dois ganho por várias vezes os campeonatos de ilha e da Região.

O Marítimos de São Mateus Sport Clube, fundado em 19 de Maio de 1983 é a colectividade com maior projecção na freguesia, encontrando-se actualmente a disputar as provas da Associação de Futebol de Angra do Heroísmo. Entre os maiores feitos alcançados destaque para uma Taça Açores e dois Campeonatos de ilha, em seniores, e alguns campeonatos nos escalões de formação.

Por três épocas consecutivas militou na Série Açores, 3ª Divisão Nacional.

Extra futebol esta colectividade já foi igualmente campeã de ilha nas modalidades de Andebol e Basquetebol.

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11. Tourada à Corda

Como bons terceirenses que o são, as nossas gentes não dispensam a forma de divertimento mais genuína do povo terceirenses. As touradas à corda, cheias de colorido e de valentia constituem, e hão-de constituir sempre, pelos anos fora, o divertimento favorito do nosso povo.

Os mais célebres capinhas quer da antiguidade (Chinela, Friza, Prosa, Cacata), quer dos nosso dias (Lua, Ananias, Carrasquinho, Madeira, Pretinho) são naturais desta freguesia.

Das muitas touradas que aqui se realizam anualmente – 17 em 1999 – destacam-se pela fama as três touradas dos bodos realizadas no Terreiro e no “Cantinho” e pela sua peculiaridade a tourada do porto integrada nas Festas de Santo António, em Agosto, em que os touros são obrigados a um refrescante banho de mar.

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12. Pesca Artesanal

Esta freguesia é por excelência tradicionalmente piscatória, 15% da população dedica-se à Pesca. Aqui se encontra o maior porto de pesca artesanal da ilha e um dos maiores dos Açores.

A pesca tem sido ao longo dos anos um pólo de desenvolvimento económico importante para a freguesia e para a ilha em geral, sendo este porto o que abastece praticamente toda a ilha Terceira.

Na freguesia existem 200 pescadores, cuja actividade emprega cerca de 1000 pessoas, não só na apanha e tratamento do pescado, mas também o pessoal que trabalha em terra na preparação dos aparelhos e apetrechos destinados à apanha do mesmo e também a nível de venda e transacção do respectivo peixe.

A maior parte do peixe capturado é exportada para o continente português, para comunidades portuguesas residentes na América e Canadá e também para alguns países da Europa.

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13. Agricultura / Lavoura

A agricultura é um pólo de desenvolvimento muito importante para a freguesia ocupando esta actividade cerca de 6% da população.

A freguesia de São Mateus da Calheta tem uma área de reserva agrícola considerável, composta de boa terra arável.

Os lavradores da freguesia não só se dedicam à criação de gado bovino destinado à produção de leite e carne, como também se dedicam ao cultivo da terra produzindo diversos produtos agrícolas desde a batata ao repolho, cenoura, alfaces, etc.

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14. Caça à Baleia

Num passado não muito distante, até meados da década de 70, existiu nesta freguesia uma Armação baleeira, talvez a mais importante dos Açores, bem como uma fábrica de tratamento de produtos derivados da baleia a qual era composta por campanhas de baleeiros, que seguiam mar fora, denominadamente, ao encontro dos cachalotes que os vigias da costa lhes indicavam.

Cada canoa tinha por campanha de 7 homens, constituída por 6 remadores e um oficial. Ao remador do remo da proa competia também o cargo de arpoador e trancador de baleia. O oficial governava a canoa por meio da esparrela, ou seja um remo fazendo as vezes de leme.

Ao receberem o aviso "Baleia à Vista" e determinado o ponto em que foi vista, imediatamente do centro baleeiro atiravam um foguete de 3 bombas, para dar sinal às famílias dos homens das campanhas, que depressa corriam ao Centro com roupas, alimentos, água e vinho.

Duas lanchas a motor rebocavam as canoas até perto do ponto onde se encontravam as baleias.

A partir daí, os remadores remavam na procura da melhor posição, o remador da proa pegava no arpão e lançava-o certeiro no lombo da baleia.

Em terra a gordura subcutânea da baleia era transformada em óleo e a carne e os resíduos em guano.

Actualmente ainda é possível encontrar vestígios desta actividade transformadora na zona do Negrito, e algumas embarcações guardadas e em exposição na Casa dos Botes Baleeiros no Porto de Pesca, recuperadas pela Junta de Freguesia com colaboração governamental.

Ainda existem e vivem na nossa freguesia, alguns velhos baleeiros (lobos do mar) que nos contam as mais variadas e fantásticas histórias da caça a baleia.

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15. Turismo e Lazer

Não é por acaso que esta freguesia faz parte integrante dos principais itinerários turísticos do concelho.

É uma freguesia onde se pode sentir, como em poucos lugares, o binómio Mar-Terra.

O facto de se situar ao nível do mar proporciona lugares aprazíveis para um bom banho de mar, mormente no extremo ocidental, na zona balnear do Negrito, uma das mais concorridas no verão, dotada de boas infra-estruturas de apoio.

Refira-se a este propósito que é nesta zona que se situa a Pousada da Juventude.

A freguesia é dotada de alguns snack-bares e de bons restaurantes, principalmente em pratos de peixe nomeadamente: Restaurante Beira-Mar, Adega São Mateus, Marisqueira São Mateus e Restaurante Chefe Pires bem como duas residenciais de turismo rural, Quinta do Barcelos e Quinta do Martelo.

Um dos cartazes turísticos da freguesia é sem dúvida a Quinta do Martelo, uma unidade de turismo rural, dotada de restaurante e residencial, em que o visitante é transportado para as vivências rurais dos tempos dos nossos avós.

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16. O que fazer em São Mateus

Se visitar a freguesia no Verão, pode deliciar-se na zona balnear do Negrito, que dispõe de uma piscina de água salgada, um bar com esplanada e balneários públicos devidamente equipados. No entanto, pode também tomar banho em pequenas zonas ao longo da costa, todavia estas não são vigiadas por salva vidas como acontece no Negrito.

Outras actividades relacionadas com o mar são a pesca, o mergulho e os passeios de barco ao longo da costa.

Pode também praticar ténis pois tem à sua disposição o Laws Tennis Club, situado na Canada da Luz.

Se desejar simplesmente caminhar ao entardecer ou amanhecer também o pode fazer, recomendamos o caminho entre o Terreiro e o Negrito.

Outra sugestão é fazer esse percurso de bicicleta.

Pode ainda optar por um percurso pedestre na natureza, contacte a Associação de Defesa do Ambiente Gê-Questa aceda ao site www.gequesta.no.sapo.pt ou dirija-se ao Forte Grande de São Mateus (ao lado do posto dos CTT- Correios).

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17. Síntese

Orago: S. Mateus.

População: 4000 habitantes.

Actividades económicas: Pesca, agricultura, serviços, comércio e construção civil.

Festas e romarias: Carnaval, Festas da Freguesia, Festas do Divino Espírito Santo (Maio/Junho), Festas de São João (Julho), Festas de Santo António (segunda semana de Agosto), Festa do Bravio (Setembro) e Festa de São Martinho (Outubro).

Património cultural e edificado: Ermidas de Nossa Senhora da Candelária, S. Tomás de Vila Nova, Nossa Senhora das Mercês, Santo António dos Milagres, S. João Baptista, S. Diogo, S. Vicente, S. Francisco das Almas e Nossa Senhora da Luz igreja velha, igreja matriz, relógio de sol, império do Cantinho, fortes Grande e Negrito, império do Terreiro e Forte de S. João.

Outros locais de interesse turístico: Zona balnear do Negrito, pousada da juventude, turismo rural, porto de pesca tradicional, mini-musem da pesca à baleia, Casa dos Botes Baleeiros, Biscoitinho, Caminho Velho do Terreiro/Negrito, Igreja Velha, Quinta do Martelo, império do Cantinho e Caminho de Cima.

Gastronomia: Peixe, mariscos, alcatra e sopa do Espírito Santo.

Artesanato: Miniaturas com matérias do mar, tecelagem, bordados, rendas e olaria.

Colectividades: Filarmónica da Casa do Povo, Atlético Futebol Clube, Porto Futebol Clube, Grupo Desportivo de Salão, Marítimos de S. Mateus Sorte Clube, Grupo Folclórico Modas da Nossa Terra, Grupo de Escuteiros Marítimos e Associação de Defesa do Ambiente “Gê-Questa”.

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Composição da Junta

Heráldica

Instalações

São Mateus da Calheta

Ensino